Agosto Dourado: campanha promove o aleitamento materno, considerado alimento de ouro pela OMS

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O leite materno é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o “alimento de ouro” para bebês. Sendo assim, a campanha Agosto Dourado visa promover, em nível mundial, a defesa ao aleitamento materno.

O movimento foi instituído em 1992 pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é promovida em mais de 120 países entre os dias 1º e 7 de agosto. Neste ano, a SMAM tem como tema Proteja a amamentação: uma responsabilidade compartilhada.

A presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria do Distrito Federal, Gabriela Lopes Mesquita Freire, CRO-DF 7182, aborda esse tema em sua tese de Doutorado em Odontologia, defendida em 2017 pela Universidade de Barcelona, cujo título é “A relação entre os diferentes tipos de amamentação (aleitamento materno e mamadeira), os hábitos de sucção não nutritiva (chupeta e dedo) e a oclusão em um grupo de crianças de 3 a 6 anos de idade”

“Quando os bebês são alimentados com mamadeira, a ação é completamente diferente, pois, além de causar deglutição atípica e alguma alteração na fonação e na respiração, pode causar maloclusão”, cita em um trecho da tese.

Em outro trecho, relata que a amamentação é fundamental para garantir a saúde durante os primeiros meses de vida; por isso, “o leite materno é considerado o melhor alimento, do ponto de vista nutricional e imunológico, importante para promover o pleno crescimento e desenvolvimento da criança” (OMS, 2001; BRASIL, Ministério da Saúde, 2009; MIOTTO et al. 2014).

Foto: presidente da Associação Brasileira de Odontopediatria do DistritoFederal, Dra. Gabriela Lopes Mesquita Freire

De acordo com a Dra. Gabriela Lopes, outras vantagens da amamentação são os benefícios imunológicos e fisiológicos bem estabelecidos. Além disso, há o ganho de peso adequado para o bebê e o correto desenvolvimento das estruturas orais envolvidas na sucção.

A Odontopediatra também destaca que algumas alterações nas estruturas orofaciais podem ocorrer quando o bebê continua mamando, mesmo após ter se alimentado, para satisfazer suas necessidades psicológicas.

“Normalmente, o bebê continua mamando mesmo após ter se alimentado o suficiente, buscando assim a satisfação de suas necessidades psicológicas.”

Outros problemas de saúde podem ser ocasionados quando os recém-nascidos são alimentados com mamadeira.

Ainda segundo sua tese, o aleitamento materno exclusivo deve ser ofertado à criança até os seis meses de idade e, posteriormente, como suplemento alimentar.

“Para um início satisfatório, mantenha a amamentação por mais tempo e evite a suplementação; a OMS recomenda “Dez Passos para o Sucesso da Amamentação” e que se evite oferecer mamilos, chupetas ou outros objetos para sucção aos bebês que estão sendo amamentados.” Leia mais no final dessa matéria.

Apoio do CRO-DF

O Conselho Regional de Odontologia do Distrito Federal (CRO-DF) apoia todas as campanhas que visam ao bem-estar dos cidadãos, e a mobilização do Agosto Dourado é importante, pois cuida da saúde ainda nos primeiros meses de vida.

“A prevenção é sempre o melhor caminho. A amamentação é importante para a saúde bucal do bebê, pois o posicionamento correto da língua contribui para o bom desenvolvimento dos ossos da face e para o fortalecimento da musculatura facial. Outra contribuição importante está relacionada ao posicionamento adequado dos dentes de leite, à melhor respiração, à deglutição e ao desenvolvimento da fala”, comentou o presidente do CRO-DF, Marco Antônio dos Santos

Dez passos para o sucesso do aleitamento materno, da OMS (em tradução livre):

Procedimentos críticos de gestão

1a. Cumprir plenamente o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e as resoluções relevantes da Assembleia Mundial da Saúde.

1b. Ter uma política de alimentação infantil por escrito que seja rotineiramente comunicada à equipe e aos pais.

1c. Estabelecer sistemas contínuos de monitoramento e gerenciamento de dados.

2. Garantir que a equipe tenha conhecimento, competência e habilidades suficientes para apoiar a amamentação.

Foto: Reprodução/Internet

Práticas clínicas básicas

3. Discutir a importância e o manejo da amamentação com mulheres grávidas e suas famílias.

4. Facilitar o contato pele a pele imediato e ininterrupto e apoiar as mães a iniciar a amamentação o quanto antes após o nascimento.

5. Apoiar as mães para iniciar e manter a amamentação e gerenciar dificuldades habituais

6. Não fornecer a recém-nascidos amamentados alimentos ou líquidos que não sejam o leite materno, a menos que indicado clinicamente.

7. Permitir que mães e filhos permaneçam juntos e pratiquem o alojamento conjunto 24 horas por dia.

8. Ajudar as mães a reconhecer e responder às pistas sobre alimentação fornecidas pelo bebê.

9. Aconselhar as mães sobre o uso e os riscos de mamadeiras, bicos e chupetas.

10. Coordenar a alta para que os pais e seus filhos tenham acesso oportuno a apoio e cuidados contínuos.

Clique aqui para ler, na íntegra, a tese de Doutorado da Dra. Gabriela Lopes

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